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Em: News
2021, 10 14

Marcas de excelência em aliança por reconhecimento

“Se for um a empurrar um carro terá dificuldades, mas se forem vários o esforço será quase nenhum.” É este o espírito que norteia a Laurel, uma associação formada por empresas nacionais, de múltiplos setores, para promover a criação, qualidade e o “know-how” português.

O segredo está na marca porque sem ela não há valor, aponta o secretário-geral da Laurel, ao Negócios, dando um exemplo paradigmático: “Se um produtor de azeite vender como marca portuguesa, vende a 5/6 euros, mas se vender como marca mediterrânica aos italianos , vende por 10 ou 12”. Ou seja, Portugal tem os melhores azeites do mundo e é um dos cinco maiores produtores, mas tem “o problema da perceção”.

Ora, é esse paradigma que a Laurel pretende mudar. “Queremos aglutinar as marcas portuguesas e começar a trabalhar numa estratégia global que lhes permita começar a criar os valores do ADN para começarmos a cobrar mais para que essa mais-valia fique em Portugal”, sustenta. Primeiro, tem de ser feito o estado da arte: “Vamos começar a juntá-las para perceber quais são as dores delas e criar um observatório de marcas portuguesas de excelência.” Os planos contemplam uma aposta na formação e intercâmbio, bem como o lançamento de um prémio anual.

O financiamento depende das quotas, mas são já “muitos “ os pedidos de adesão à Laurel, também em “processo de candidatura” à Aliança Europeia das Indústrias Culturais e Criativas (ECCIA, na sigla em inglês), que lhe permitirá acesso a fundos europeus.

 

Jornal de Negócios 14/10/2021